COVID 19 e as mudanças para os sistemas de ar condicionado hospitalares

Pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que o número de profissionais de saúde infectados por Covid-19 chega a ser 7 vezes maior do que entre a população, destacando a necessidade de atentar para a segurança de trabalho desses profissionais. É consenso que o uso de EPI’s (máscaras, face shields, luvas, aventais, etc.) de qualidade e em quantidade suficiente para troca periódica é uma medida fundamental.


Porém, a possibilidade de transmissão de Covid-19 e outras doenças infecciosas pelo ar através de aerossóis demanda cuidados específicos, especialmente relacionados aos Sistemas de HVAC em hospitais, para proteger as equipes de saúde, Pacientes , Fornecedores e Publico em Geral.


Em artigos prévios da SMACNA Brasil já foi explicado que Sistemas de HVAC podem ajudar a evitar a contaminação pelo ar do SarsCov 2 e outras doenças infecciosas pelo ar em espaços fechados. Por outro lado, quando não há renovação de ar suficiente – seja natural ou mecânica,as chances de contaminação podem ser potencializadas.


A Carrier, parceira SMACNA do Chapter Brasil, tem publicado interessantes materiais sobre ações a serem tomadas em instalações hospitalares para que os Sistemas de HVAC colaborem na prevenção da transmissão de doenças através do ar, levando em conta as especificidades destes espaços. As diretrizes são baseadas no Standard ANSI/ASHRAE/ASHE 170 –Ventilation of Health Care Facilities, o qual normatiza os projetos de HVAC para construções hospitalares.


 Para os hospitais a principal diretriz é a renovação de ar adequada dos espaços, visando expurgar o ar contaminado de forma segura para fora do edifício, sem haver contato entre o ar dos vários ambientes relacionados, incluindo sistemas mecânicos de renovação de ar, exaustão e ventilação, que devem ser projetados considerando a vazão necessária para a segurança da ocupação. Sistemas de pressurização, conforme já explicado em artigo anterior SMACNA, também são importantes, além do uso de filtros de alta eficiência (HEPA)para alcançar a qualidade adequada do ar interior.


 A Carrier destaca que manter a umidade relativa dos edifícios na faixa de 40% a 60% é recomendado nos atuais estudos visando a limitação na propagação de vírus no ar. Se o ar estiver seco, gotículas infecciosas expelidas por indivíduos doentes evaporam. Essas minúsculas partículas dessecadas, quando suspensas, podem viajar pelas correntes de ar e infectar pessoas mais distantes.


Outras tecnologias citadas são o uso de lâmpadas UVC nas serpentinas (UVGI) e Ionização Bipolar do Ar (NPBI), destacando que a aplicação destas Tecnologias não são recomendadas de forma isolada, ou seja, sem as outras medidas já citadas.

Por último, a manutenção de qualidade dos sistemas é essencial para garantir a segurança da operação. Deve-se manter um Plano de Manutenção – PMOC robusto, eficiente e executado por empresas capacitadas.


A Pandemia de COVID-19 seguramente trouxe diversos aprendizados sobre cuidados com Sistemas de HVAC, principalmente em ambientes hospitalares, que devem ser para sempre adotados. É fundamental que toda a cadeia de HVAC esteja atenta as novidades relacionadas, buscando fornecedores de referência que estão atualizados com as novas tecnlogias e que podem auxiliar com soluções eficazes, como as descritas nos materiais da Carrier.”


 A SMACNA e a CARRIER buscam a capacitação continua para poder apresentar soluções eficazes e atualizadas ao usuário.


Autores: Ariel Gandelman e Cristiano Brasil

Revisão Técnica: Felipe Raats Daud e João Carlos Correa

Referência Bibliográfica: “os sistemas hvac atuam no controle de infecções ambientais para hospitais”. Revista Infra maio-abril, 2020.

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